Monthly Archives: agosto 2009

Testículos de bode e putas asiáticas

“Foi normal, nada demais”, ele respondeu. Eu havia lhe perguntado quais foram suas impressões a respeito do seu primeiro dia de malhação numa simpática academia que abrira há seis meses na rua de trás. “Conheceu alguém interessante?”, perguntei tentando esconder a insegurança. “Tinha um rapaz lá muito boa gente.” Aliviada por seu interesse não ter sido investido em alguém do sexo oposto, continuei: “Será que eu conheço?” A pergunta fazia sentido já que, conforme dei a entender no início do parágrafo, a academia localiza-se bem perto de onde moramos. “Talvez, é um bem grandão. Ele é profissional.” Pensei um pouco… Continue lendo | 4 comentários

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Mario, Luigi e o último dos escritores

Eu queria ser o último dos escritores, pois é sempre no último que as pessoas acreditam mais. Assim, especulo, tendo como base principalmente minha observação pessoal, que no geral acreditamos mais naquilo que tomamos conhecimento por último. Se uma determinada informação nos arrebata num dia, pode muito bem ser anulada no dia posterior por uma outra informação adversa. Naturalmente  — diria o leitor médio —, afinal, novas informações são mais confiáveis que informações antigas, visto o percurso evolutivo do pensamento humano. Gargalho. É o que eu faço: gargalho. Quantas boas idéias ficaram perdidas no tempo? O que chamam de “evolução de… Continue lendo | 1 comentário

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Sexo fácil (favor não comer esse post)

Numa dessas madrugadas, assistindo a um canal que eu nem sabia que existia, tomei conhecimento daquilo que está entre as coisas mais < sugerir adjetivo inopinado aqui > que já tive a oportunidade de ver na televisão: o Liquid Sense. O produto em questão estava sendo vendido num daqueles programas que insistem que o telespectador não pode perder aquela oportunidade supostamente única por meio de uma retórica tão campykitsch que causam vergonha alheia em qualquer pessoa com o mínimo de instrução… Continue lendo | 5 comentários

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Saramago, Twitter, universitárias e a leitura

Recentemente, vi num blog popular que José Saramago, em entrevista ao Globo, fez a seguinte observação a respeito do Twitter:
“Os tais 140 caracteres reflectem algo que já conhecíamos: a tendência para o monossílabo como forma de comunicação. De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido.”
Claro, não demorou que a frase de efeito virasse motivo de debate no próprio Twitter e em listas de discussões via e-mail (sim, elas ainda existem), resultando em opiniões polarizadas: mimimis e manjadores. A maioria… Continue lendo | 3 comentários

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